Tambores, Xequerês e Maracás na Umbanda....

Os Tambores, Xequerês e Maracás, instrumentos de percussão sagrados dos descendentes afro-ameríndios foram subjugados e sumariamente proibidos, preconceituando-se uma cultura ancestral e milenar como primitiva e atrasada, popularmente taxada de "coisa do demônio".

       O Xequerê em português, e Sekere na ortografia Yorubá, é um instrumento musical de percussão da África. Consiste de uma cabaça seca cortada em uma das extremidades e envolta por uma rede de contas. Ao longo de todo o continente africano é chamado de diferentes nomes, como o lilolo, axatse (Gana), e chequere. É predominantemente chamado shekere na Nigéria.

     O Xequerê é feito de pequenas cabaças - porongos - que crescem no campo. A forma da cabaça determina o som do instrumento. Um Xequerê é feito por secagem do porongo, por vários meses, em seguida, a remoção da polpa e sementes. O Xequerê é agitado quando é tocado. Temos ainda uma derivação aqui no RS que é o Agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas), que no centro do país é chamado de Afoxé.

        
       O Maracá, também chamado bapo, maracaxá e xuatê, é um “chocalho” indígena utilizado em festas e cerimônias religiosas e guerreiras. Consiste em uma cabaça seca, desprovida de miolo, na qual se metem pedras, caroços ou coquinhos. A palavra "Maracá" se originou do tupi mbara'ká. Está presente em diversas manifestações culturais brasileiras, como o Catimbó - terapia espiritual baseada na fumaçada do cachimbo feito da árvore de angico - e em cerimônias da “Umbanda Juremeira” que recebeu influências indígenas da milenar "Ciência da Jurema" dos nossos índios, tido assim como instrumento sagrado.
 
Fonte http://www.triangulodafraternidade.com

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